William Batista explica como jovens lidam com retorno ao Sub-20 do Corinthians
- 28/09/2026
Para um jogador formado no Corinthians, chegar ao profissional representa um dos momentos mais importantes da carreira. Mas a transição nem sempre acontece de maneira definitiva. Em alguns casos, o atleta pode treinar ou até atuar com o elenco principal e depois retornar ao Sub-20.
Em entrevista exclusiva ao Bolavip, William Batista explicou como trabalha esse cenário com os jovens do Timão e destacou que o retorno à base não deve ser encarado pelo jogador como um retrocesso. Para o treinador, a integração entre os departamentos é fundamental para que o processo seja natural.
“Quando as relações são mais próximas e o fluxo de informação tem uma organização no clube, isso se torna uma coisa só, então é muito tranquilo pela relação atual que existe entre o profissional e a base”, explicou William.
Corinthians tenta aproximar profissional e categorias de base
O treinador entende que o jovem precisa enxergar o clube como uma estrutura única, independentemente da categoria em que estiver atuando. Dessa maneira, voltar ao Sub-20 depois de uma experiência no profissional não significa começar novamente.
“Os jogadores sabem o que representa o Corinthians, tanto quando ele está em cima, quanto quando ele está no Sub-20”, afirmou o comandante.
William citou situações que viveu nesta temporada para mostrar como esse processo pode funcionar na prática. Gui Negão e Dieguinho, por exemplo, chegaram a descer para defender o Sub-20 nas finais do Campeonato Brasileiro da categoria.
“Tivemos casos esse ano do Gui Negão e do Dieguinho terem descido e atuado nas finais do Brasileiro conosco. Foram exemplares. A dedicação, o empenho, aquilo que eles entregaram para a gente no dia a dia”, destacou.
A postura dos jogadores nesses momentos é justamente uma das preocupações da comissão técnica. Para William, independentemente de estar no profissional ou na base, o atleta precisa manter o mesmo nível de comprometimento e entender que cada oportunidade faz parte da sua formação.
William cita outros jovens que vivem processo de transição
Além de Gui Negão e Dieguinho, o treinador mencionou outros jogadores que passaram por diferentes etapas dentro do Corinthians e que, segundo ele, demonstram identificação com o clube e disposição para seguir evoluindo.
“Também posso citar outros casos: o Iago Machado, Yago Melo, o Luizinho, Matheus (goleiro)… são jogadores que gostam muito do clube, que gostam muito de viver o dia a dia do clube, que são apaixonados pelo clube”, afirmou.
A ideia, portanto, é evitar que a divisão entre base e profissional crie uma sensação de ruptura para os atletas. William acredita que o ambiente precisa continuar sendo estimulante para o jogador, mesmo quando ele retorna temporariamente para uma categoria inferior.
“Entendem o tamanho e a grandeza do Corinthians, de representar o Corinthians, a instituição ao entrarem em campo, e isso independentemente de ser profissional ou Sub-20. Precisamos oferecer o ambiente com nível de treinamento que gere entusiasmo, sabe? Para que eles olhem e pensem: ‘pô, isso é legal, é bom, vai me ajudar, vai valer a pena’”, explicou William.
O treinador encerrou reforçando que a lógica precisa ser coletiva. Para ele, o desenvolvimento dos jovens não pode ser tratado como uma disputa entre base e profissional, mas como etapas diferentes de um mesmo processo dentro do Corinthians.
“E o Corinthians é um só. E o Corinthians estando bem, todo mundo vai estar bem”, concluiu William Batista.




