São Paulo define Vinícius de Medeiros como candidato da situação após perda de força de Massis
- 24/10/2026
A situação do São Paulo definiu sua chapa para a eleição presidencial prevista para dezembro. Vinícius de Medeiros será o candidato à presidência, com Adilson Alves como vice. A dupla tentará manter o grupo político no comando do clube e terá Marcelo Portugal Gouvêa como adversário na disputa.
A definição acontece após Harry Massis Júnior perder força política e não conseguir reunir o apoio necessário para viabilizar uma tentativa de reeleição. O atual presidente havia manifestado o desejo de continuar no cargo, mas enfrentou resistência de grupos que até então faziam parte da situação.
Com a escolha de Medeiros, o grupo governista estabelece uma nova estratégia para a disputa eleitoral. A candidatura busca reunir apoio entre os conselheiros e preservar a influência política da situação, enquanto a oposição se organiza em torno de Marcelo Portugal Gouvêa.

Quem é Vinícius de Medeiros, candidato da situação
Vinícius de Medeiros integra atualmente o Conselho de Administração do São Paulo. Ele foi eleito no início da primeira gestão de Julio Casares e reeleito em 2023. Neste ano, também se destacou na votação para o Conselho Deliberativo, terminando como o segundo conselheiro mais bem votado pelo lado da situação.
O candidato faz parte do grupo Legião Tricolor, que também tem ligação com Carlos Belmonte, ex-diretor de futebol do clube. A coalizão é uma das maiores forças do Conselho Deliberativo são-paulino, com mais de 40 cadeiras, o que representa uma base política relevante para a eleição presidencial.
Adilson Alves, escolhido para ocupar a vice-presidência na chapa, era inicialmente o principal nome da situação para liderar a candidatura. No entanto, recuou no mês anterior, alegando dificuldades para conciliar uma eventual atuação na presidência com suas atividades profissionais na iniciativa privada. Internamente, ele é considerado um dos nomes fortes ligados à área financeira da atual gestão.
Massis perde espaço, e oposição terá Marcelo Portugal Gouvêa
A escolha de Medeiros ocorre em meio ao enfraquecimento político de Harry Massis, que assumiu a presidência e chegou a demonstrar interesse em permanecer no cargo. A falta de apoio suficiente, porém, impediu que sua tentativa de reeleição avançasse dentro do grupo governista, levando a situação a buscar outro nome para a disputa.
Do outro lado, Marcelo Portugal Gouvêa foi definido como candidato da oposição. Com as duas chapas encaminhadas, a eleição deverá colocar frente a frente grupos que defendem projetos diferentes para o futuro político e administrativo do São Paulo. A composição final das alianças e a capacidade de cada candidatura de reunir votos serão fatores importantes na disputa.
A eleição presidencial está prevista para a primeira quinzena de dezembro. Antes disso, o clube realizará a votação para escolha dos integrantes do Conselho Deliberativo, programada para a segunda metade de novembro. O resultado dessa etapa poderá influenciar a correlação de forças entre os grupos políticos e a disputa pelo comando do Tricolor.
Até a eleição, a situação precisará consolidar apoio em torno de Vinícius de Medeiros e Adilson Alves, enquanto a oposição trabalhará para fortalecer a candidatura de Marcelo Portugal Gouvêa. A definição das chapas marca uma nova etapa da disputa sucessória, que acontece em um período de desafios políticos e financeiros para o São Paulo.




