Palmeiras constrói desde trás e faz segundo gol com jogada trabalhada no Choque-Rei
- 24/01/2026
O segundo gol do Palmeiras no Choque-Rei diante do São Paulo chamou atenção não apenas pelo momento do jogo, mas principalmente pela forma como foi construído. Aos 30 minutos do primeiro tempo, o time de Abel Ferreira marcou após uma longa troca de passes desde o campo defensivo, sem recorrer à ligação direta, exatamente como parte da torcida vem pedindo nas últimas temporadas.
A jogada começou ainda na defesa, com o Palmeiras demonstrando paciência para circular a bola mesmo sob pressão. Diferente de outros momentos do clássico, em que o time optou por acelerar com lançamentos longos, dessa vez a equipe manteve a posse e foi avançando bloco a bloco, chamando o São Paulo para o seu campo.
Construção começa atrás e passa pelo meio
O lance ganha forma quando Sosa recupera a bola próximo à linha lateral, já no campo defensivo. Em vez de rifar, o lateral opta por uma solução curta, encontrando Marlon Freitas pelo meio. O volante, com boa leitura, não prende a bola e acelera a jogada com Andreas Pereira, que se posicionava entre as linhas.
A movimentação coordenada abriu espaços na defesa são-paulina. Andreas atrai a marcação, percebe o corredor livre pelo lado esquerdo e aciona novamente Sosa, que já aparecia projetado no ataque, dando sequência ao avanço alviverde com superioridade numérica.
Amplitude e tomada de decisão no último terço
Com o São Paulo desorganizado defensivamente, Sosa partiu para o drible curto, ganhou metros e teve tranquilidade para escolher a melhor opção. Sem pressa, o lateral encontrou Flaco López infiltrando na área, que finalizou com categoria por cobertura, marcando o segundo gol do Palmeiras.
A jogada sintetizou conceitos valorizados por Abel Ferreira, mas nem sempre executados: saída limpa, aproximação entre setores, ocupação racional dos espaços e eficiência no último passe. Tudo isso sem um único chutão da defesa ao ataque.
Resposta a um pedido recorrente da torcida
Nas arquibancadas e nas redes sociais, a cobrança por um Palmeiras menos dependente da bola longa é antiga. Apesar dos resultados, parte da torcida pede um time mais associativo, capaz de controlar jogos com posse e construção curta. O segundo gol contra o São Paulo surge justamente como resposta prática a esse desejo.
O lance mostra que o elenco tem capacidade técnica para executar esse tipo de jogada, principalmente com jogadores como Marlon Freitas e Andreas Pereira organizando o meio-campo e laterais participativos na fase ofensiva.




