Mixto aposta em estrutura, apoio estatal e visão de SAF para consolidar futebol feminino
- 09/01/2026
Fundado com a proposta de ser um clube verdadeiramente misto, o Mixto nasceu com a ideia de integrar homens e mulheres dentro da mesma estrutura esportiva. Segundo o presidente Dorileo Leal, essa concepção faz parte do DNA da instituição desde sua origem. A SAF enxerga o futebol feminino como parte estrutural do clube. Não se trata de um projeto secundário ou emergencial. A identidade do Mixto está diretamente ligada a essa integração.
Para a diretoria, o futebol feminino amplia o alcance social do clube e fortalece sua presença institucional. A participação das mulheres nos estádios é vista como fator de crescimento de público e engajamento. O Mixto acredita que a modalidade cria um ambiente mais inclusivo e diverso. Além do aspecto esportivo, há um entendimento claro sobre o impacto social. A SAF trata o feminino como investimento de médio e longo prazo.
Um dos principais entraves apontados pelo clube é a falta de uma base formativa consolidada em Mato Grosso. Diferentemente de outros centros do país, o estado ainda carece de categorias de base estruturadas no futebol feminino. Isso impacta diretamente o desenvolvimento de atletas locais. A diretoria reconhece a dificuldade, mas entende o cenário como oportunidade futura. O clube pretende contribuir para a mudança desse panorama.

Estrutura física e profissionalização
Fora de campo, o Mixto conta com um reforço importante: o programa “Mato Grosso Série A”. A iniciativa do governo estadual garante patrocínio aos clubes que disputam competições nacionais. Na elite do futebol feminino, o valor chega a cerca de R$ 3,5 milhões. As regras seguem parâmetros semelhantes aos aplicados ao futebol masculino. O recurso é tratado como fundamental para a estabilidade do projeto.
O clube oferece alojamento, estádio próprio, centro de treinamento e salários rigorosamente em dia. Segundo o presidente, os pagamentos são realizados sempre no último dia do mês. Atualmente, o elenco é 100% profissional, sem atletas amadoras. A diretoria entende que esse ponto é essencial para atrair jogadoras. A estrutura é apresentada como diferencial competitivo no mercado.
Para o Brasileirão Feminino, o Mixto indicou dois estádios como mandantes. Jogos de maior apelo devem ocorrer na Arena Pantanal, em Cuiabá, com capacidade superior a 43 mil torcedores. Já partidas de menor demanda poderão ser disputadas no Estádio Dutrinha. A estratégia busca equilibrar visibilidade e proximidade com o torcedor. A escolha atende às exigências da CBF.
Visão de futuro e consolidação
Para Dorileo Leal, a chegada à Série A1 é consequência de um processo, não um ponto fora da curva. A SAF adota uma visão de crescimento gradual, com investimento responsável. Embora o futebol feminino ainda não represente receita expressiva, o potencial é reconhecido. “O Mixto não tem dificuldade nas contratações pelo conceito que adquiriu na modalidade”, afirma o dirigente. A meta é consolidar o clube na elite e fortalecer a marca.




