Luís Castro prepara mudanças no Grêmio e aponta falhas estruturais após nova derrota no Brasileirão
- 20/04/2026
Treinador admite desequilíbrio da equipe e projeta ajustes táticos para confronto decisivo na Arena
A sequência negativa do Grêmio no Brasileirão já começa a provocar mudanças mais profundas no trabalho de Luís Castro. Após a derrota para o Cruzeiro, o treinador deixou claro que não pretende insistir no modelo atual e prepara uma reformulação estrutural na equipe para os próximos jogos.
A sinalização não veio por acaso. O desempenho recente escancarou problemas que vão além do resultado. O time perdeu equilíbrio, especialmente na transição defensiva, e tem encontrado dificuldades para sustentar o jogo ao longo dos 90 minutos — algo que incomoda diretamente a comissão técnica.
Na leitura do treinador, o tripé de meio-campo não é, isoladamente, o principal problema. O ponto central está na falta de jogadores capazes de atuar entrelinhas, conectando setores e dando fluidez à posse. Sem essa peça de ligação, o Grêmio se torna previsível e vulnerável, principalmente contra equipes que exploram o contra-ataque.
Mudanças devem impactar meio-campo e construção ofensiva
A entrada de um meia mais avançado durante a última partida expôs outro problema: o desequilíbrio. Ao tentar aumentar a criatividade, a equipe acabou se abrindo demais e perdeu capacidade de proteção defensiva. O resultado foi um time espaçado, exposto e sem controle do jogo.
Esse diagnóstico deve levar a uma mudança clara na estrutura. A tendência é que o Grêmio busque mais presença no setor central, com jogadores que consigam circular entre linhas e dar suporte à construção — algo que hoje praticamente não acontece.
Outro ponto analisado internamente é o comportamento pelos lados do campo. Laterais e pontas têm características muito abertas, o que dificulta a ocupação do meio. Sem infiltração por dentro, o time acaba refém de jogadas previsíveis pelos lados, muitas vezes sem efetividade.
Possíveis mudanças passam por peças e formação

Para o próximo compromisso, algumas alterações podem acontecer também nas peças. João Pedro, em fase final de recuperação, e Marcos Rocha surgem como opções, enquanto Pedro Gabriel deve seguir com espaço na equipe.
No ataque, Amuzu e Enamorado seguem como referências pelo desempenho recente, mas o desgaste da sequência pode forçar mudanças. Isso abre espaço para jogadores com características diferentes, que atuem mais por dentro, como Tetê ou Mec.
Outra possibilidade em estudo é a revisão do sistema com três volantes. A comissão técnica avalia que, especialmente em jogos na Arena, pode ser necessário um meio-campo mais criativo e menos engessado, com a entrada de nomes como Monsalve e Riquelme.
O treino decisivo para definição da equipe acontece hoje, e a expectativa é de mudanças visíveis já no próximo jogo. Mais do que trocar peças, o desafio de Luís Castro é reorganizar o time e encontrar equilíbrio, algo que hoje ainda não foi alcançado.




