“Laboratório de luxo”: Técnicos estrangeiros elogiam FIFA Series e clima de Copa no Brasil
- 18/04/2026
“Motivação para voltar em 2027”
Os treinadores de Canadá, Zâmbia e Coreia do Sul foram unânimes ao destacar a importância do FIFA Series como pilar estratégico para a Copa do Mundo Feminina de 2027. Disputado em Cuiabá, o torneio cumpre a proposta da FIFA de promover confrontos inéditos entre seleções de diferentes confederações em um único país-sede. A rodada final deste sábado (18), com os duelos entre Coreia do Sul x Zâmbia e Brasil x Canadá, encerra um ciclo de intercâmbio técnico fundamental para o desenvolvimento da modalidade.
A iniciativa visa quebrar a bolha das competições continentais, criando equilíbrio competitivo e forçando as comissões técnicas a lidarem com estilos de jogo variados. Ao reunir quatro nações de regiões distintas, o torneio eleva o sarrafo dos amistosos internacionais, transformando simples testes em simulações reais de fases de grupos de um Mundial. Esse formato inovador facilita a troca de conhecimentos e acelera a maturação de atletas que raramente se enfrentariam fora de competições oficiais.
A técnica canadense, Casey Stoney, valorizou a diversidade de desafios táticos encontrados no Mato Grosso. “Foi uma experiência valiosa; enfrentamos seleções inéditas e outras que poderemos encontrar na Copa do Mundo, seja na fase de grupos ou no mata-mata. São três testes táticos completamente diferentes, o que nos ofereceu uma margem de aprendizado muito alta”, afirmou Stoney, que utilizou a competição como um verdadeiro laboratório para ajustes em seu elenco.
Zâmbia destaca aprendizado e novos desafios
Charles Haalubono, comandante da Zâmbia, ressaltou o impacto motivacional de medir forças com escolas de futebol mais tradicionais. “Ficamos honrados com o convite. O FIFA Series nos deu a chance de enfrentar diferentes intensidades e níveis técnicos que abriram nossos olhos para o que esperar no futuro”, declarou. Para a equipe africana, o torneio serviu como um termômetro de alto nível, permitindo que as jogadoras sentissem a pressão de enfrentar potências mundiais.
Já o técnico da Coreia do Sul, Shin Sang-woo, focou na análise individual de suas jogadoras sob estresse internacional. “Tivemos a rara chance de jogar contra escolas que dificilmente cruzam nosso caminho na Ásia. Foi a ferramenta ideal para avaliar quem está pronta para o Mundial de 2027”, pontuou. Para Sang-woo, o torneio serviu como base de dados para decisões futuras, permitindo observar comportamentos táticos que apenas confrontos intercontinentais exigem.

A escolha da Arena Pantanal também recebeu elogios. O estádio, que já foi sede da Copa do Mundo masculina em 2014 e de finais nacionais, ofereceu a estrutura necessária para o protocolo internacional da FIFA. O ambiente acolhedor de Cuiabá e a logística de ponta foram destacados pelas delegações como pontos positivos, reforçando a capacidade do Brasil em sediar grandes eventos do futebol feminino com excelência organizacional.
Paixão brasileira e motivação para o futuro

Shin Sang-woo também se impressionou com a atmosfera local: “Sentimos que o Brasil respira futebol e nossas atletas absorveram essa paixão. Essa energia foi a melhor parte da nossa passagem por aqui”. Já Haalubono usou o torneio como combustível para as eliminatórias: “Estar no Brasil, sede da próxima Copa, nos motiva a vencer nossos desafios na África para voltarmos em 2027. Queremos repetir essa experiência no Mundial”, concluiu o técnico da Zâmbia.




