Harry Massis Júnior assume, chama elenco e vira a chave no São Paulo antes de clássico pesado
- 17/01/2026
O São Paulo inicia um novo capítulo fora de campo neste sábado. Presidente interino após o afastamento de Julio Casares, Harry Massis Júnior decidiu começar sua gestão com um gesto direto ao vestiário. O dirigente marcou uma reunião com o elenco antes do treino no CT da Barra Funda, segundo o UOL.
O encontro está previsto para a manhã deste sábado, por volta das 9h, poucas horas antes da última atividade preparatória para o clássico contra o Corinthians, marcado para domingo. A ideia é alinhar discurso, acalmar o ambiente e reforçar a importância do momento esportivo.
Internamente, o movimento é visto como simbólico. Massis quer passar segurança aos jogadores e mostrar que, apesar do cenário político conturbado, o futebol seguirá blindado. A avaliação é que o elenco precisa de estabilidade em meio à troca no comando do clube.
Mudanças administrativas entram na pauta
Além da conversa com os atletas, o sábado também será de análises nos bastidores. O novo presidente interino deve se reunir com aliados para discutir possíveis alterações na estrutura administrativa. A tendência é que alguns diretores sejam trocados nos próximos dias.
A leitura dentro do clube é que a mudança no comando abre espaço para ajustes rápidos, principalmente em setores estratégicos. A prioridade é garantir funcionamento normal do CT e das áreas ligadas ao futebol profissional e à base.

Massis assumiu o cargo após decisão do Conselho Deliberativo, que aprovou o andamento do impeachment por 188 votos favoráveis, em uma sessão com mais de 235 conselheiros. Agora, o processo segue para a Assembleia Geral dos sócios, última instância.
Renúncia pode antecipar desfecho político
Enquanto isso, o futuro de Casares segue indefinido. O presidente afastado tem dito a interlocutores que avalia renunciar antes da votação final dos sócios. O entendimento é que o cenário político se tornou irreversível.
A eventual renúncia serviria para preservar seus direitos políticos dentro do clube, já que uma destituição definitiva impediria Casares de ocupar cargos no São Paulo por até dez anos. Até lá, o Tricolor vive dias decisivos dentro e fora de campo.




