Fórmula 1 altera divisão de potência no motor a partir de 2027: confira as mudanças
- 10/05/2026
A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) comunicou que, a partir do ano que vem, haverá uma alteração na divisão da potência dos motores dos carros da Fórmula 1. Em decisão anunciada nesta sexta-feira (8), a entidade confirmou que a igualdade entre as combustões interna e elétrica será encerrada para 2027.
Se antes, os dois componentes eram responsáveis por cerca de 50% da potência do motor, agora haverá uma responsabilidade maior para a parte interna, que será encarregada de 60%. Já a divisão correspondente à combustão elétrica será reduzida para 40%.
O acordo ocorreu depois de uma reunião virtual promovida pela FIA na sexta (8). No encontro, marcaram presença os chefes das equipes, além de gestores da F1 e de representantes de Mercedes, Ferrari, Ford, Audi e Honda, que fornecem os motores para a categoria.
Rejeição aos motores da Fórmula 1 em 2026
A mudança no regulamento que prioriza a gestão de energia tem motivado críticas aos motores. A razão é a capacidade de recuperação reduzida que traz preocupações com a segurança, além do aumento de ultrapassagens consideradas “artificiais” e a economia de bateria exagerada.
Com relação ao ano passado, ocorreram modificações principalmente na parte elétrica do motor. Em um aumento de cerca de 300%, a potência total passou de 120kW para 350kW. Ao mesmo tempo, a combustão interna teve uma queda de 550kW para 400kW.

Deste modo, a divisão atual de potência oficialmente é de 53 a 47% a favor da parte interna. De maneira informal para não confundir os simpatizantes da F1, é divulgada como se fosse 50-50.
Quais serão as novas potências para o ano que vem?

Com as mexidas anunciadas pela FIA, a combustão interna do motor será ampliada em 50 kW, indo para 450 kW. Em contrapartida, o sistema de recuperação de energia (ERS) terá 50 kW a menos, diminuindo para 300 kW. Por fim, haverá um aumento no fluxo de combustível no motor.
Para a homologação das novas regras, haverá uma votação online, seguida da aprovação do Conselho Mundial de Automobilismo da FIA. Diante do acordo na última reunião, este processo é visto como formal, sem acarretar problemas para as mudanças.




