Especialista comenta sobre quadro clínico de Gabriel Pec e projeta cuidados em volta ao Cruzeiro
- 13/09/2026
Uma das situações que o Cruzeiro viveu que gerou um problema para a equipe nessa temporada foi a lesão do atacante Gabriel PEC em sua estreia na Raposa. Logo em seu primeiro jogo com a camisa celeste, ele sofreu uma forte entrada do zagueiro Victor Gabriel, do Internacional, e teve uma fratura na tíbia.
Gabriel Pec se recupera de grave lesão
A lesão foi tão forte e a entrada foi tão rígida que o defensor do colorado recebeu uma punição, ficando afastado dos gramados até que o camisa 77 da equipe mineira consiga voltar a atuar. O jogador foi a grande contratação da janela e ficou responsável pela maior parte do investimento financeiro do clube deste ano.
Porém, acabou somando apenas cerca de pouco mais de um tempo de jogo com a camisa antes de se lesionar. Ele vem trabalhando em sua recuperação e a chance de ele voltar neste ano existe, porém, há uma certa cautela para que um retorno antecipado não possa gerar uma nova lesão.
Especialista comenta sobre situação do atacante
Pensando nesse cenário, o Bolavip Brasil entrevistou o especialista Dr. Lúcio Ernlund, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Artroscopia e Traumatologia do Esporte (SBRATE) em questões ósseas para falar sobre o quadro clínico do atacante que pode se tornar o grande reforço caseiro do time mineiro para a temporada de 2027.
Gabriel Pec chegou à Raposa com uma grande expectativa pelo que vinha apresentando no futebol dos Estados Unidos sendo um dos destaques da MLS jogando pelo Los Angeles Galaxy e também pelo que mostrou no Vasco onde viveu altos e baixos, mas teve uma boa temporada antes de sair para os Estados Unidos.
Na entrevista, o médico explica que apesar da gravidade da lesão existe uma enorme chance de que o jogador volte aos campos que isso gere uma preocupação ou dor de cabeça para uma nova lesão. Foi ressaltado que é preciso ter um cuidado com as individualidades de cada organismo de jogador mas que geralmente a cicatrização acaba impedindo um novo problema no retorno às atividades mas que ele precisará passar por uma sequência de preparação antes de atuar em alta intensidade.
“De modo geral, uma fratura de tíbia tem um bom potencial de cicatrização. Considerando que ele foi operado por um excelente profissional da área de traumatologia do esporte, as chances de que Gabriel Pec volte a ter uma vida totalmente normal e sem sequelas são altíssimas“, declarou o profissional da saúde.
“É claro que estamos lidando com um organismo e dependemos da resposta clínica de cada pessoa ao tratamento. Mas, de maneira geral, esse tipo de fratura tende a apresentar uma resposta muito boa em relação à cicatrização e ao retorno às atividades. Por ser um atleta jovem, Gabriel também tem um potencial de recuperação e consolidação óssea bastante favorável. Além da cicatrização da fratura, ele precisará passar por todo um processo de recondicionamento muscular, físico e aeróbico para recuperar as condições necessárias para retornar ao nível de desempenho que apresentava antes da lesão“, completou.
Gravidade da pancada sofrida
O doutor Lúcio Ernlund ainda comentou que apesar da gravidade e da cena forte, se trata de uma lesão que precisa passar por todos os processos normais que qualquer situação desse tipo passa para que o jogador fique apto a voltar a jogar. Ele pondera que a maior cautela e o cuidado devem ser tomados com a possibilidade de uma nova pancada muito forte na mesma região, mesmo com toda a recuperação e cicatrização do osso.
“Sim, como acontece com qualquer lesão esportiva, ele precisará passar por um processo adequado de recuperação, com treinamento e reabilitação funcional específicos antes de retornar aos gramados. Uma vez que o osso esteja consolidado, ele volta a apresentar características físicas e resistência normais. Isso significa que não existe, necessariamente, um risco aumentado de uma nova fratura naquele local depois da consolidação. Porém, se o atleta receber uma pancada com a mesma intensidade exatamente no local da fratura, pode voltar a quebrar o osso. Da mesma forma, um trauma de alta energia em outra região pode provocar uma fratura em outro local“, explicou.
O ex-presidente da SBRATE essa situações de lesões por pancadas com uso de força excessiva desproporcional devem ser proibidos e punidos no futebol e que essas regras que visam proteger o estado físico dos jogadores são necessárias para evitar que situações como essas se tornem comuns no esporte.
“Todo acidente pode oferecer riscos, porque uma fratura pode trazer complicações como trombose, infecção ou dificuldade de cicatrização. São riscos baixos, mas que existem e precisam ser considerados. Por isso, situações de trauma excessivo devem ser coibidas no esporte. No futebol, entradas com muita energia podem provocar lesões graves e, em alguns casos, até irreparáveis, capazes de comprometer a carreira ou a vida de um atleta. É justamente por isso que existem regras de arbitragem e punições para tentar reduzir esse tipo de ocorrência“, encerrou.




