Deschamps não aprova falta de intensidade da França apesar de classificação sobre o Paraguai
- 05/07/2026
Entre reclamações sobre o comportamento do adversário e a comemoração pela classificação, o técnico Didier Deschamps tratou de uma situação que o incomodou na vitória da França por 1 a 0 sobre o Paraguai, pelas oitavas de final da Copa do Mundo.
Mesmo ressaltando o forte calor na Filadélfia e destacando que a equipe sul-americana conseguiu implementar o seu estilo, o treinador francês se incomodou com a rotação baixa dos seus jogadores apesar do avanço na Copa.
“Tentamos jogar futebol, mas o adversário se defendeu e executou o plano que queria. Jogar com um bloco baixo exige menos esforço físico, mas requer mais intensidade. Com o calor de hoje, e isso não é desculpa, deveríamos ter jogado com mais velocidade, especialmente nas transições“, comentou.
Atuação abaixo é amenizada como uma “experiência”
Em outro momento da coletiva, Deschamps ponderou sobre a apresentação, destacando a falta de experiência. “Melhoramos na segunda etapa. É assim que o jogo acontece. Esta é mais uma experiência para nós. Para muitos dos nossos jogadores é a primeira Copa do Mundo. Não foi fácil“, disse.
“Houve jogos mais tranquilos do que este. Sabíamos que a partida seria complicada. Estou muito satisfeito com o resultado de hoje. Tenho certeza de que isso será útil“, ponderou.
Ao ressaltar mais uma vez sobre o jogo, o treinador francês admitiu que não foi um enfrentamento tão “bonito” para quem viu. “Acredito que não foi um jogo espetacular de se assistir. Poderíamos ter feito mais, mas não vamos tirar o mérito desta equipe, que tem um grande potencial ofensivo“, destacou.
Postura do Paraguai incomoda Deschamps
Mesmo admitindo que a França esteve abaixo, Deschamps não aprovou a postura do Paraguai. Responsável por afastar Mbappé de um princípio de confusão após o fim do jogo, ele afirmou ter ouvido insultos vindo do banco de reservas adversário.
“Não quero criticar o Paraguai. Cada equipe joga da maneira que quer. Mas houve alguns insultos vindos do banco adversário, algo que poderia ter prescindido. O mais importante era que, ao final da partida, não houvesse desentendimentos e que não recebêssemos mais cartões“, disparou.




