Da braçadeira à gestão: Aline Pellegrino assume diretoria de legado da FIFA para 2027
- 20/04/2026
A ex-capitã da Seleção Brasileira, Aline Pellegrino, foi nomeada diretora executiva de legado e relações institucionais da FIFA para a Copa do Mundo Feminina de 2027. Com a missão de ampliar o impacto social do torneio no Brasil, a ex-zagueira assume um papel estratégico para garantir que o evento transcenda as quatro linhas. A nomeação consolida a presença de lideranças femininas em cargos de decisão no primeiro Mundial a ser realizado em solo sul-americano.
Vice-campeã mundial em 2007 e medalhista olímpica em Atenas-2004, Pellegrino construiu uma transição de carreira sólida e respeitada. Diretora de competições femininas na CBF desde 2020, ela acumulará as funções com o novo desafio internacional. Sua trajetória inclui passagens fundamentais pela Federação Paulista de Futebol, além de atuações destacadas nos programas FIFA Legends e em iniciativas de desenvolvimento da CONMEBOL.
Ao comentar a nova etapa, Aline ressaltou o caráter transformador da modalidade. “O esporte pode inspirar mudanças profundas. Contribuir para esse impacto sobre as mulheres no Brasil e no mundo reforça que minha escolha pelo futebol, ainda na infância, valeu a pena”, afirmou. A dirigente projetou um legado que ultrapasse o entretenimento: “Desejo que seja mais do que um grande evento esportivo e que impacte verdadeiramente as próximas gerações.”
CBF celebra nomeação e destaca protagonismo brasileiro
O presidente da CBF, Samir Xaud, exaltou a escolha feita pela entidade máxima do futebol. “Essa decisão nos enche de orgulho e reforça o protagonismo do Brasil. A Aline construiu uma trajetória exemplar; foi nossa capitã e hoje exerce um papel fundamental na gestão nacional. Sua chegada à FIFA representa não apenas um reconhecimento individual, mas um avanço vital para a valorização do futebol feminino e para a ocupação de espaços de poder por mulheres”, declarou Xaud.
A estrutura organizacional do Mundial no Brasil já nasce com uma marca histórica de representatividade. A diretoria local conta com nomes como Gal Barradas, Patricia Hespanha e Thiago Jannuzzi, integrando um corpo técnico onde 70% dos 128 profissionais são mulheres. A equipe está distribuída entre o escritório central no Rio de Janeiro e as cidades-sede, refletindo o compromisso de diversidade e inclusão proposto pela organização.

Jill Ellis, diretora-geral de futebol da FIFA, enfatizou o impacto dessa rede de liderança. “As mulheres na organização ganharão experiência e confiança que moldarão suas futuras decisões. É aí que a verdadeira mudança acontece. Esse torneio criará modelos de comportamento não apenas no campo, mas em nossas salas de reuniões”, afirmou a bicampeã mundial, destacando que a Copa de 2027 será um marco de gestão esportiva feminina.
Copa de 2027 projeta legado para futuras gerações

A Copa do Mundo de 2027 é vista como o grande catalisador para uma transformação estrutural no Brasil. A presença de nomes como Aline Pellegrino no núcleo estratégico garante que o desenvolvimento da modalidade seja pautado por quem conhece os desafios da base ao topo. O torneio busca deixar um rastro duradouro de infraestrutura e visibilidade, prometendo inaugurar uma nova fase de profissionalismo e respeito no cenário global do futebol feminino.




