Cozinheira processa Neymar após relatar jornadas de até 16 horas em mansão no Rio
- 06/03/2026
Uma cozinheira entrou na Justiça do Trabalho contra o atacante Neymar, atacante do Santos, após relatar jornadas exaustivas e esforço físico intenso enquanto prestava serviços em uma mansão do jogador em Mangaratiba, no litoral do Rio de Janeiro. Na ação, a trabalhadora pede indenização de aproximadamente R$ 260 mil por danos e direitos trabalhistas.
O processo tramita no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1) e também inclui uma empresa terceirizada responsável pela contratação da funcionária. A informação procede de reportagem de Pablo Giovanni e Manoela Alcântara, do jornal Metrópoles.
O que aconteceu?
Segundo o processo, a cozinheira trabalhou entre julho do ano passado e fevereiro deste ano na residência principal do atleta, conhecida como Casa Hotel Portobello, além de atuar em uma casa localizada no Condomínio Portobello, ao lado da propriedade.
De acordo com o contrato, a jornada deveria ocorrer das 7h às 17h de segunda a quinta-feira e das 7h às 16h às sextas-feiras. No entanto, a trabalhadora afirma que o horário raramente era respeitado.
Ainda conforme o relato apresentado à Justiça, ela frequentemente ultrapassava o expediente e chegava a trabalhar mais de 14 horas por dia, com registros de jornadas que se estendiam até as 23h ou até meia-noite.
A cozinheira afirma que, além de preparar refeições para o jogador, precisava cozinhar para grandes grupos de convidados, chegando a atender até 150 pessoas por dia, desde o café da manhã até o jantar.
No processo, os advogados da funcionária destacam que o trabalho exigia esforço físico constante.
“A reclamante executava atividades que exigiam esforço físico intenso desde o início do contrato, carregando peças de carne com peso médio de 10 quilos, controlando geladeiras e descarregando compras de supermercado com grande quantidade de sacolas pesadas, permanecendo longos períodos em pé durante toda a jornada”, diz um trecho da ação.
Assessoria de Neymar não se manifestou sobre o caso
Segundo a trabalhadora, o excesso de esforço teria provocado problemas na coluna e inflamação no quadril, o que a levou a realizar consultas médicas e exames para diagnosticar as lesões.
Diante do quadro, ela pede na Justiça indenização por danos e pensão no valor de R$ 262 mil, alegando que as condições de trabalho contribuíram diretamente para o surgimento dos problemas de saúde. Procurada para comentar o caso, a assessoria do jogador do Peixe não se manifestou.




